sexta-feira, 24 de outubro de 2014

O Ponto Dentro do Círculo

O Ponto Dentro do Círculo


Este sinal é  considerado por muitos a bandeira de Satanás. O círculo representa o planeta Terra como o reino de Satanás. O ponto são os homens e sua divinização, instrumentos ao serviço deste reino; o símbolo da energia, que segundo eles, emana para todo o ser.

Os corpos celestes foram a base sobre a qual se inspiraram os sábios da Antiguidade para 
definir as primeiras formas geométricas. Assim, os símbolos mais antigos das tradições 
esotéricas são o Círculo, o Ponto e as demais figuras planas. 
Como conseqüência, todas as Cosmogonias se desenvolveram tendo como base o Círculo, o Ponto, o Triângulo, o Quadrado e, na seqüência, até ao número nove; tudo sintetizado no dez, formado pelo Círculo e pela primeira unidade, ou ponto, constituindo a Década Mística de Pitágoras. Não seria possível conceituar uma divindade lógica, universal e absoluta, sem a existência do Ponto dentro do Círculo. Nos primórdios da Humanidade, o Ser Supremo, o Criador, não tinha nome nem símbolo algum que o representasse. O mesmo não acontecia em relação à sua primeira manifestação, a Criação, o Universo, cujo símbolo já então era o Círculo com o Ponto Central. Este também era o símbolo do Tempo Eterno e do Espaço sem Limites. 
O Zohar, o Livro do Resplendor, ensina que o Ponto Original e Indivisível se dilatou e, por 
meio de um movimento constante, se expandiu e deu vida e forma ao Universo. A Divindade se expande de maneira ilimitada, e enche continuamente o Universo com suas obras. 
 Na Índia, os Vedas ensinam que Deus é um Círculo, cujo centro está em toda a parte e cuja circunferência não está em parte alguma. Assim, o Círculo no qual o seu Ponto Central se expandiu e desdobrou, é o símbolo esotérico da diferenciação e da geração. 
O Círculo com o Ponto no centro também se relaciona com a fórmula alquímica VITRIOL 
(Visita Interiora Terrae Rectificandoque Invenies Occultum Lapidem). 
Nesta acepção, retificar significa corrigir os erros inerentes à natureza do ser humano. A 
descida ao interior da Terra simboliza a morte do profano e o nascimento do Iniciado que, 
pela meditação e pela auto-análise, aspira ao aperfeiçoamento moral e espiritual. 
Colocado no interior de Terra, isto é, recolhido ao íntimo de seu coração, o seu Sanctum 
Santorum, o Iniciado busca as cristalinas fontes do Amor e da Sabedoria que o levarão à 
posse da Pedra Polida, a almejada Pedra Filosofal. 

Nos Mistérios de Ceres, em Eleusis, o recipiendário representava o grão do cereal semeado, enterrado no solo, que deve atingir o estado de putrefação para dar nascimento à planta encerrada em seu germe. Do mesmo modo, o profano é submetido à Prova da Terra, visando o desenvolvimento das suas energias potenciais na busca do Eu Superior, o Grande Arquiteto do Universo. 
O Templo Maçônico, assim como tudo o que está em seu interior, representa a 
universalidade da nossa Instituição. Assim como o Templo, o Círculo com Ponto no Centro 
também vai da superfície ao centro da Terra. Por isso mesmo, ao passar pela Prova da 
Terra, o profano morre e o Iniciado renasce dentro do símbolo iniciático da geração, o 
Círculo com o Ponto, cujos limites, os da Virtude e do Amor ao Próximo, o maçom jamais 
deve transpor. 
Sendo limitado ao Norte e ao Sul por duas retas paralelas e perpendiculares, que 
representam Moisés e Salomão, este símbolo indica que o maçom deve pautar suas ações 

segundo as virtudes que estes dois grandes iniciados representam. 

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